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20/02/2020Instituições trabalham no monitoramento de onças-pintadas no Parque Nacional de Iguaçu
Nos últimos 20 anos, a população de onça-pintada caiu 90% no Parque Nacional (ParNa) do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), área que protege uma riquíssima biodiversidade da fauna e flora brasileiras. Segundo o Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais (Pró–Carnívoros), que trabalha com o monitoramento da espécie no Parque, as onças-pintadas foram reduzidas de 100 indivíduos, para 20 indivíduos, em média, podendo desaparecer por completo em 80 anos.
Dentre as ameaças para garantir a espécie viva na reserva, o Instituto aponta a falta de investimentos em estrutura e fiscalização, a caça predatória e de retaliação e a possibilidade de reabertura da Estrada do Colono.
Na Mata Atlântica, a estimativa é de que existam apenas 250 onças-pintadas, maior felino do continente americano e maior predador terrestre do Brasil. A perda do habitat natural da espécie em razão do desmatamento para dar lugar a atividades agropecuárias ou pastagens nativas é crítica para o animal.
Para buscar reverter este quadro dramático, o WWF-Brasil, em parceria com a ONG Pró–Carnívoros, está trabalhando com o monitoramento da espécie no ParNa e apoiando o desenvolvimento de ações prioritárias do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Onça-pintada, especialmente nas áreas de atuação do Programa Mata Atlântica do WWF-Brasil: Serra do Mar e na região do Alto Paraná, onde está o Parque Nacional do Iguaçu.
“É inconcebível que o maior felino das Américas desapareça da Mata Atlântica”, afirma Anna Carolina Lobo, coordenadora dos programas Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil. O animal controla toda a cadeia alimentar e o equilíbrio ecológico dos ambientes onde habita. “Se for extinta, as consequências para o meio ambiente e para a população que reside no entorno do bioma serão enormes”, diz ela.
O uso de câmeras trap, que pode ser traduzido para “câmera armadilha”, por exemplo, é uma das metodologias mais utilizadas para o monitoramento da espécie. Trata-se de um equipamento automatizado para documentar animais selvagens.
“Atualmente, é a ferramenta mais importante para o trabalho de campo. Com essas câmeras, conseguimos monitorar as populações de onças e as de presas ao longo dos anos, e usá-las nos trabalhos de atendimento de conflito entre onças e rebanhos domésticos”, afirma Marina Xavier coordenadora de campo do Projeto Carnívoros do Iguaçu.
A expectativa dos pesquisadores é de que os resultados destas investigações forneçam subsídios para o planejamento e a implementação de medidas de manejo e conservação da onça-pintada.
Thiago Dias
Assessor de Comunicação / Jornalista (SC 1483 JP)
Contatos: (47) 9992-9247 / 8836-2512 ou e-mail: txdias@gmail.com
